Participantes do Ciclo 2 da Escola de Comunicação da Escola de Notícias participam de encontro sobre produção cultural

No universo de mil tarefas que o produtor cultural costuma fazer, às vezes, fica difícil de entender como é a vida dele na prática e o seu dia a dia.  No dia 19/09, os participantes do ciclo 2 da Escola de Comunicação da Escola de Notícias (ECOM) tiveram a oportunidade de conversar com quem entende do assunto. A Praça do Campo Limpo foi o espaço do bate-papo sobre Produção Cultural com a convidada Antonieta Alves, que tem produções ligadas ao patrimônio histórico e à música como foco profissional.

“Além dos encontros mensais – o próximo será em outubro, sobre mobilidade urbana e ocupação de espaços públicos -, também estamos trabalhando com a mobilização de experiências, para que cada aluno se aprofunde nas suas áreas de interesse. A ideia é que até dezembro todos os alunos passem por, no mínimo, uma experiência”, detalhou Daniela Dolme, facilitadora do Ciclo 2.

Dicas para futuros produtores culturais

O bate-papo, segundo Daniela, trouxe novas perspectivas sobre Produção Cultural e deu várias dicas do dia a dia do profissional da área. “Antonieta também mostrou o lado mais real da profissão, mais pé no chão, desconstruindo um pouco o ‘glamour’, que muitas vezes rodeia a produção cultural, de lidar com artistas e participar de festas, por exemplo”, contou.

No encontro, a produtora falou sobre as múltiplas tarefas esse profissional pode assumir, como: escrever projetos ou executar projetos já prontos. Para a convidada, mais do que a função, o importante é descobrir o seu perfil, o que você mais gosta de fazer e se dedicar a isso.

Antonieta destacou a importância do produtor cultural deixar a sua marca registrada. Segundo ela, trazer suas raízes à tona e entender quem você é pode colaborar nos projetos que você vai desenvolver – como sua referência pessoal de cultura pode se apresentar de forma autoral nos projetos. E, para facilitar esse trabalho, é importante se aprofundar sobre a definição de cultura e de cultura brasileira. Ao fazer isso, será muito mais fácil na hora de escrever projetos e criar eventos. A teoria é tão importante quanto a prática!

A convidada afirmou também que o trabalho de produção cultural envolve muitas burocracias e que ajuda muito se o profissional souber mexer no Excel para se organizar. Desde o orçamento até planilhas para acompanhamento dos projetos; conhecer Leis de Incentivo para viabilizar financeiramente os projetos; assim como entender o papel do Ministério da Cultura.

Além disso, outro ponto importante foi sobre a postura que esse profissional precisa ter: “ele deve ter ‘cara de pau’ para fazer contatos e começar a formar sua própria rede para mostrar e consolidar a qualidade de seu trabalho e começar a dar os primeiros passos na carreira, que é bastante concorrida – e que tem gente de todas as áreas acadêmicas fazendo parte”.

No final, a produtora contou um pouco de sua experiência com o coletivo “Baixo Centro”, pioneiro em realizar atividades ao ar livre e abertas ao público no Centro de São Paulo; e também da sua experiência em trabalhar com projetos no Minhocão.

Leonardo Nunes foi um dos participantes do encontro e contou um pouco sobre ele. “O encontro foi muito inspirador, pois era um tema que sempre queríamos conhecer mais. Saber sobre como da criação até a finalização do projeto real é muito bacana para mim”, disse.