Roda de Conversa na Sessão Comunitária 3.0 debate sobre as diversas formas de se aprender e ensinar

Por Amanda Letícia, Eric Silva e Geovanna Buccini

No último sábado realizamos a 3ª Sessão Comunitária dos participantes da escola de notícias, com o tema ” Escola sem muros: liberdade para aprender onde há conhecimento”. Além de outros momentos, contamos com uma roda de conversa com mais de 80 participantes, da qual foi mediada pelos mestres de cerimônia, Eric Lima e Fernanda Capelli, e mediadoras dos convidados, Amanda Letícia e Rose Martins.

Tal momento girou em torno de participantes especiais, dos quais trouxeram pontos muito importantes quanto ao tema: o Homero Freitas e a Glória Maria. Assim que anunciados foram recebidos muito calorosamente pelo público e, de imediato, já se acomodaram nas cadeiras centrais da sala.

Rose e Amanda apresentando xs convidadxs da Roda de Conversa. Foto: Geovanna Buccini

Rose e Amanda apresentando xs convidadxs da Roda de Conversa. Foto: Geovanna Buccini

Iniciamos a conversa com uma breve apresentação. Homero, começou explicando que era advogado, filósofo e que atualmente tem um trabalho voluntário junto às travestis encarceradas no CDP- Pinheiros, além de nos dar uma prévia de sua vida na igreja católica, inclusive com manifestações de vontade de ser padre, da qual ele abandonou, versus sua atual vida assumida como homossexual. Gloria, também deu sua contribuição explicando que é estudante, que faz curso de jornalismo, é mãe da Emanuele, é secundarista, feminista e participante fervorosa do movimento das ocupações, além de alguns outros coletivos.

Em meio a discussões importantes sobre o homossexual negro na atual sociedade, as ocupações que são manipuladas pela mídia, a vida de uma mulher, estudante e mãe, algumas diretrizes do defasado ensino público e a doutrinação de algumas faculdades, uma das participantes da roda de conversa quis se manifestar.

Momento Roda de Conversa com Gloria Maria e Homero Freitas. Foto: Geovanna Buccini

Momento Roda de Conversa com Gloria Maria e Homero Freitas.
Foto: Geovanna Buccini

Durante seu belo discurso, a professora ressaltou a importância de discussões sobre gênero, raça e movimentos estudantis que estavam sendo debatidos entre estudantes, professores e pais naquele espaço. E não deixou de parabenizar e incentivar os pais presentes a apoiarem seus filhos em importantes lutas como aquelas. Seu discurso foi encerrado com fortes aplausos do público e olhos atentos a continuação da conversa.

Após um pouco mais que uma hora, a conversa foi tomando fim e contamos com uma bela indagação de nosso convidado Homero sobre a importância dos meninos e meninas negros saberem se defender contra as falas racistas dadas por pessoas próximas. O anúncio do fim da roda ainda deixou muitos rostos com mais vontade de debate, mas com certeza teremos mais momentos como esse.