Oficina em UBS na Zona Oeste resgata lembranças por meio de fotos e histórias.

Por Eric Silva

 Nos dias 26/08 e 02/09 a Escola de Notícias realizou duas oficinas na UBS Jardim Boa Vista, localizada na Zona Oeste da cidade São Paulo, para fazer um resgate oral de memórias por meio de relatos de histórias de vida dos participantes.

 A ideia foi de estimular os participantes a compartilharem uma memória, uma história com o restante do grupo, por isso pedimos que levassem uma fotografia de uma lembrança, de um momento que seria interessante outras pessoas escutarem sobre.

 Este foi um processo muito rico de escutar e ser escutado, de conhecer o outro de uma outra maneira, ouvindo relatos de épocas e momentos diversos, se aprofundando na história de vida de alguém que sem essa experiência não seria possível.

 Karolline Oliveira, uma das facilitadoras das oficinas revelou que o grupo ficou bem emocionado com as oficinas – “Foi bem incrível mesmo a oficina, ver as vovós e vovôs bem mexidos com toda a formação foi algo emocionante’’.

 Os relatos foram gravados em áudio e junto com as fotos trazidas serão transformados em cartões postais com QR Code para sempre lembrarem dessa vivência das oficinas e principalmente das histórias e momentos contados.

 Tony Marlon, também facilitador nas oficinas fala da importância do contato desse público com as ferramentas orais – “Resgatamos aí duas coisas que eles gostam muito, que fazem sentido pra este público: a cultura oral e o rádio, recontar e gravar as memórias é uma forma deles não se esquecerem do que eles viveram.”

 Essa experiência foi muito interessante para Escola de Notícias, porque trabalhamos com um público que não costumamos alcançar que são os idosos, ver que nossa forma de criar conhecimentos e registrar histórias faz sentido e funciona com outro tipo de público é algo enriquecedor.

 Tony comentou sobre essa novidade tão boa para nós, de chegar em outras pessoas e trazer mais diversidade – “Importante que a Escola de Notícias se aproxime e dialogue com outros públicos, como o deste projeto. Historicamente sempre falamos com crianças e adolescentes, este público é diferente, tem outra dinâmica e outras maneiras de se relacionar com a própria oficina”, finaliza.