Em parceria com a Bloomberg Tradebook, Brazil Foundation faz investimento semente em startups sociais; Escola de Notícias é uma das organizações beneficiadas.

Na última quarta-feira, 4, Tony Marlon, responsável pela área de Projetos e Parcerias da Escola de Notícias, esteve na sede da Bloomberg, na capital paulista, representando a iniciativa em evento que oficializou investimento financeiro semente na Temporada 2016 da Escola Comunitária de Comunicação. O valor irá compor o total necessário para oferecermos gratuitamente mais de mil horas de formações para 200 moradores do Campo Limpo. Essa é a primeira vez em que a Escola de Notícias recebe um investimento financeiro institucional, que não seja por meio de editais públicos ou privados ou para projetos específicos.

Acesse o site da Brazil Foundation.

Além da Escola de Notícias, os queridos e parceiros do Grupo Comunitários Vozes da Vila Prudente e da Carlotas, também receberão apoio financeiro, que só será possível graças a parceria com a Bloomberg Tradebook do Brasil que se uniu ao Charity Day global da companhia, destinando as receitas do dia para financiar programas de educação e capacitação em São Paulo.

NOVOS DESAFIOS

O investimento semente chega em momento mais que necessário. Dentro do planejamento estratégico para o ano que vem, a Escola de Notícias está se desafiando a ampliar seus projetos em educação e comunicação, quadriplicando o impacto do seu trabalho. Mantendo os jovens de 16 a 24 anos como foco, a Escola Comunitária de Comunicação passará a atuar também com crianças a partir dos 8 anos, pais e mães dos jovens e seus professores dentro do ensino regular. O objetivo é fechar o ecossistema educativo familiar, usando sempre a produção comunicativa como estratégia.

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APROXIMAÇÃO

A aproximação com a Brazil Foundation se fortaleceu por meio da Universidade da Correria, iniciativa do Rio de Janeiro que oferece formação a empreendedores de todo o país. Em 2015, realizando um sonho antigo, Escola de Notícias e Unicorre se uniram para trazer uma vivência para a cidade de São Paulo. Maria Cecília Oswaldo Cruz, Diretora de Programas da organização, era uma das pessoas que compunha a banca final dos projetos.

Para Su Masiero, da Unicorre, o investimento é consequência do trabalho do empreendedor, alinhada a uma visão de futuro e habilidade em costurar oportunidades a partir de seus conhecimentos e as redes que integra.

 “Nao é a toa que nossa frase é empreender é um ato de resistência. São muitos os nãos que um empreendedor recebe por dia, mas mesmo assim continua acreditando. Na UC, a questão do dinheiro é tratada de forma diferente. O que passamos é que ele é apenas um canal, que precisa ser usado da forma certa e ética”, explica Su.

Para a presidente da Brazil Foundation, Patricia Lobaccaro, a forma de se impactar positivamente na área social e econômica vem mudando radicalmente nos últimos anos.

“Existe uma grande revolução criativa acontecendo no Brasil, feita por novos atores, que não seguem estruturas tradicionais. Por outro lado o setor filantrópico financiador não evoluiu de acordo. Há dois anos a Brazil Foundation incluiu negócios sociais como uma de suas áreas programáticas. Percebemos que muitas as organizações da sociedade civil estavam buscando alternativas para sua sustentabilidade e crescimento, diminuindo a dependência de doações, e assim repensando seus próprios modelos”.

“Acreditamos que o capital filantrópico tem um papel importantíssimo no ecossistema dos negócios sociais, sobretudo na forma investimento semente em iniciativas em estágios iniciais. O país passa um momento de enormes desafios políticos e econômicos e por uma crise de ética e representação. Por outro lado nunca vi tanta inovação, abertura para colaboração e senso de responsabilidade coletiva”, explica Patricia.

As visões de mundo da Universidade da Correria e da Brazil Foundation se alinham com a da Escola de Notícias. Nós também entendemos que é preciso resignificar as estratégias de mobilização de recursos, transvendo doações e editais como únicos caminhos possíveis. Tony explica como isso acontece:

“Oferecemos produtos e serviços inspirados em nossas tecnologias sociais, metodologia e projetos para empresas, organizações sociais e culturais. Recentemente, lançamos também um programa de apoio para pessoas físicas baseado não em doações, mas em resgate de benefícios em troca de investimento social em nosso trabalho. Quanto mais diversificamos nossas fontes de saúde financeira, menos vulnerável e mais estabilidade temos para continuar autofinanciando nossas próprias atividades”, finaliza Tony.