Com música, poesia e os produtos finais, II Sessão Comunitária teve direito a roda de conversa

Por Juan Perazzo

Corre com a cadeira, arrasta a mesa e ajusta a parte técnica. Testando. Um, dois, três, testando. Som. O som funcionou, os zines foram entregues, teve música, vídeo e uma conversa com o artista plástico Mauro e o músico Guinão. E quem botou a mão na massa e construiu tudo foram os participantes das oficinas botaram a mão na massa para deixar tudo pronto. Trocaram o local, já que todo mundo estava convidado a chuva poderia dar as caras também. A Casa de Cultura Nathalia Rosemberg, em frente a Praça do Campo Limpo foi o lar da Sessão Comunitária.

Leia como foi toda a Sessão Comunitária pelos olhos da Helen Almeida, participante da turma de Jornalismo e Escrita Criativa.

Além do Sol, que apareceu desacompanhado da chuva, o artista plástico Mauro, do Imargem, e o músico Guinão Oliveira participaram de um bate-papo e comentaram sobre suas histórias, maioridade penal, periferia, cultura, educação e diversidade. O microfone foi aberto e os convidados participaram enriquecendo a conversa.

Ambos falaram de suas trajetória, Guinão ainda disse que seu primeiro beijo foi na Praça do Campo Limpo e comentou sobre a importância de ocupar a cidade. “Levantar esse orgulho próprio e transformar o local onde a gente vive em um lugar melhor é um esforço grande que tem que partir de cada um. e isso também depende de termos espaços onde possamos conviver juntos. Saber da necessidade de cada um, ser amigo e participar”, disse o músico.

Mauro destacou que utiliza características do seu bairro de origem em seus trabalhos. “A gente é fruto do nosso meio. O fato de ter crescido no Grajaú me influenciou”, comentou o artista plástico. Para inspirar e motivar os presentes ele resumiu sua trajetória até se tornar um nome conhecido entre os artistas. “Uns chamam de dom, eu chamo de vontade. […] Todo mundo desenha quando é criança, mas para, eu continuei”.

“É comum ouvir que quantidade não é qualidade. Quantidade é qualidade, quanto mais você treina mais você se aperfeiçoa. E 20 coisas boas é melhor do que uma coisa boa, nesse caso, quantidade também é qualidade”, comentou Mauro.

Os convidados foram perguntados pelos convidados e expandiram mais o debate. Quando o assunto foi maioridade penal ambos concordaram que redução não é a solução. “Não posso admitir que um Estado que não provem subsídios suficientes para que a pessoa seja bem formada, tenha todos os acessos possíveis para se construir uma pessoa decente e refletir tudo o que está previsto na Constituição Federal puna dessa maneira”, disse Guinão que, além de artista, é professor. Já Mauro destacou a importância da conversa, principalmente com pessoas que pensam diferentes e por meio do diálogo desconstruir preconceitos e ideias enraizadas.

A bonita tarde estava quase acabando e a Sessão também, mas ainda faltava o show de talento e claro o lanche (que contou com sanduíches veganos). Não podia faltar uma apresentação do Guinão que animou os presentes e iniciou a parte final da Sessão.