Turma da Escola de Comunicação cruza com mais de 50 personagens do Campo Limpo no Módulo #2

Chegou ao fim o Módulo #2 da temporada 2015 da Escola de Comunicação da Escola de Notícias. Com a proposta de explorar mais os bairros do Campo Limpo, os jovens já iniciaram os encontros com uma manhã na rua, caminhando pela Estrada do Campo Limpo e a Avenida Carlos Lacerda.

A turma de Jornalismo e Escrita Criativa saiu do seu universo e começaram a fazer perguntas para as pessoas nas praças e avenidas. Os meninos e meninas da turma de Criação Gráfica passaram a admirar as artes dos muros da região. E a turma de Fotografia e Vídeo foi captar o movimento e o som das ruas. “A ideia foi explorar o que os espaços, lugares e pessoas têm pra contar. E, além disso, o que elas carregam de histórias, tanto pessoais, quanto do bairro”, explica Camila Andrade Vaz, coordenadora técnica e educadora de Fotografia e Vídeo da Escola de Comunicação.

Foram mais de 50 horas de atividades entre as oficinas técnicas de Jornalismo e Escrita Criativa, Criação Gráfica, e Fotografia e Vídeo, pela Camila Andrade Vaz e a Oficina Transversal, facilitadas respectivamente por Ana Luíza Vastag, Mariana Watanabe, Camila Andrade Vaz e Tony Marlon. Os jovens também tiveram duas Aulas Comunitárias, uma no Projeto Arrastão e outra no Praçarau, além de um Encontro Ins-PIRAÇÃO com o artista plástico Vermelho. Durante todo o módulo, eles conheceram as histórias de mais de 60 personagens diferentes.

Thaís Zanetti, 16, da turma de Jornalismo e Escrita Criativa, achava que não teria muita coisa para abordar. “Depois, quando a gente foi saindo pela estrada do Campo Limpo, pelo bairro mesmo, na Praça, comecei a ver o bairro com outros olhos”, diz. “Agora eu tenho outra visão sobre o Campo Limpo. Antes era assim: bairro você anda, olha as pessoas no mesmo ônibus que não sente nada por elas. Mas depois disso comecei a ter uma empatia, porque você conhece gente do bairro e se identifica com várias histórias”.

Juliana Araújo Mariano, 17, que faz Fotografia e Vídeo, não mora próximo à Praça do Campo Limpo e não a frequentava. “Eu ouvia muitas pessoas falarem que era muito perigoso. Meu ponto de vista mudou totalmente, porque o que o pessoal falava que era perigoso para mim é totalmente diferente, é mais família, diversão e natureza”, conta.

Da mesma turma que a Juliana, a Débora Reis, 16, já se relacionava muito bem com a região, mas pode redescobrir histórias. “Conheci sobre os comércios, as ruas, muitas coisas na Carlos Lacerda que eu não conhecia. Agora é diferente porque eu vou passar a olhar com olhos de ‘este lugar também é meu e também faço parte disso’”, reflete.

A Danielle Lima de Araújo, 18, é da turma de Criação Gráfica e mora em Paraisópolis. Conhecendo o Campo Limpo durante as atividades, ela diz que passou a ter vontade de conhecer onde mora também. “A gente aprendeu sobre grafite, teve outras perspectiva sobre a arte urbana e para mim foi um descobrimento do espaço onde eu moro e dos espaços onde eu vou”, explica.

O Módulo terminou com uma grande Sessão Comunitária no Espaço Cultural Nathalia Rosenberg, próximo à Praça do Campo Limpo, e contou com a presença de cerca de 80 pessoas, roda de conversa e 6 apresentações em um show de talentos, além de produtos de cada turma: um fanzine, uma arte em um muro e um documentário.

Queremos agradecer todas pessoas e espaços que nos receberam e que trocaram suas histórias com a gente durante este período. Que possamos fazer isto mais vezes. 🙂