Leonardo Pereira é o primeiro jovem que completa ciclo da jornada de aprendizagem da Escola de Notícias

*Por Elza Maria Albuquerque

“A Escola de Notícias me fez crescer em muitos sentidos. Todos muito significativos, pessoais e profissionais. Sinto que eu sou muito ligado a EDN. É um laço afetivo mesmo, um abraço de causa, de propósito”, disse Leonardo Pereira, 18 anos. Faz parte da essência da Escola de Notícias (EDN) comemorar processos e, principalmente, valorizar quem participou dele ou esteve com ela em algum momento da nossa trajetória.

Léo é o primeiro jovem que cumpre o ciclo completo da EDN. “A Escola de Notícias é uma jornada de aprendizado constante, que não parou até hoje. Em 2013, fui participante da EComCom; em 2014, entrei para o Ciclo 2, onde fiz trocentos workshops, me envolvi com facilitação gráfica quando criei a estampa de uma camiseta para a Reserva, entrei pra monitoria educativa e também fundamos o Lado B. Já em 2015, o ciclo 3 trouxe mais experiências. Acho que eu nunca cresci tanto, sabe?”, conta Léo.

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Arte do Leonardo Pereira ilustra matéria da Carina Andreotti no Brasil Post.

Quem conhece o Léo sabe que uma das paixões da sua vida é desenhar. Para celebrar a história dele com a gente, fizemos um bate-papo que mostra um pouco mais do seu envolvimento com essa arte e como isso tudo se mistura e faz sentido dentro do nosso DNA (que você entende melhor com nosso Manifesto).

Elza Maria Albuquerque: O que o desenho significa pra você? Como começou a se interessar pela arte?
Léo Pereira: Minha mãe me disse um dia desses que a primeira vez que eu desenhei eu tinha um ano e meio de vida. Foram uns rabiscos de caneta vermelha em um livro de sonhos. Não sei se desenhar é a mesma coisa que fazer arte, mas eu faço isso desde um ano e meio, e sempre foi muito prazeroso traçar as páginas em branco. Para mim, desenhar é tão natural quanto andar, sabe? Não existe um dia que eu não desenhe. É prazeroso. Sem o desenho o Léo não seria 1/3 do Léo de hoje.

Elza: Como a EDN entra nesse processo?
Léo: Se sem o desenho o Léo não seria 1/3 do que é hoje, sem a EDN ele não seria menos da metade. A EDN me fez perceber que eu posso trabalhar com aquilo que é prazeroso pra mim. Vejo que a EDN cumpriu sua missão de impulsionar talentos. Ela impulsionou o meu, me apresentou ferramentas, pessoas e lugares.

Elza: De que forma você se imagina dentro dela?
Léo: Para mim, antes de ser uma iniciativa social, a EDN é uma família. Foi e é um espaço de desenvolvimento pessoal, onde tudo aquilo que eu entendia como talento foi explorado ao máximo! Olhando pra mim, dentro da EDN, eu me vejo um cara muito sortudo, porque lá dentro eu encontrei verdadeiros pontos de luz, pessoas incríveis. Lá, encontrei amigos para toda vida. Recebi inúmeras formações e pude arriscar em mil coisas. Cresci muito nesses últimos três anos dentro da EDN. Muito mesmo!

Elza: Você pode contar um pouco como foi participar desde a participação da EComCom até hoje?
Léo: Eu sempre me senti muito cuidado dentro da EDN. Em todos os processos sempre teve alguém para me dar a garantia, para cuidar para que fosse uma experimentação e não uma experiência frustrante. Em 2013, recebi 100% da EComCom; em 2014, como monitor, pude conhecer os outros 50% da coisa – o lado que entrega uma jornada de aprendizagem para os jovens. E agora em 2015, estar junto a uma turma de jovens e facilitar o processo, ver aquela expressão de “nossa! Isso faz muito sentido” me enche o coração de alegria!

Elza: Como foi lá no primeiro dia de facilitação gráfica na Aula Comuntária que aconteceu no Arrastão?
Léo: Foi uma vivência muito boa! Em 2014, passei por vivências de Facilitação Gráfica – um mercado super novo no país. Técnica de facilitação gráfica só se aprende fazendo. Exige muita síntese, e só se consegue isso vivenciando, e, mais umas vez a EDN me convida para esse espaço de desenvolvimento. Sou muito sortudo! Além de estar lá facilitando todo o bate-papo, é a chance de rever tudo o que vivenciei nos olhos de uma turma nova. Me enche de orgulho estar tão próximo da EDN.

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Léo como cofacilitador da EComCom 2015, fazendo Facilitação Gráfica da Aula Comunitária realizada no Arrastão. Foto: Escola de Notícias.

Elza: Quais são seus planos agora que entrou para o Instituto Criar? Por qual motivo escolheu o curso?
Léo: A EDN me fez perceber que é possível SIM viver daquilo que gostamos. A EDN me fez perceber que eu posso desenhar para o mundo e viver disso e desde de 2013 essa tem sido a brincadeira – Desenhar para o mundo. E a EDN só tem dado impulso a esse sonho. Entrar no Criar é ter a chance de trazer vida aos desenhos, de trazer uma nova sensação a tudo aquilo que posso criar (o trocadilho é péssimo, mas é de coração!). Estou empolgado para o curso de Animação começar logo. Trazer vida aos traços e rabiscos sempre foi um querer enorme. Agora é se jogar!

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Arte do Léo Pereira inspirada no texto da Carina Andreotti, participante da EComCom 2014, publicado no Brasil Post com o título: “A chave do feminismo”