A Escola Comunitária de Comunicação é um programa de oportunidades com duração de 3 anos, em que estudantes das redes particular ou pública do Campo Limpo podem acessar gratuitamente uma série de oportunidades de formação pessoal e profissional, sempre partindo da perspectiva da comunicação. O ingresso nessa jornada de experimentações é pela Escola Comunitária de Comunicação, Ciclo 1, passando depois ao Ciclo 2, com oportunidades de cursos, workshops e apadrinhamento profissional, terminando com a geração de trabalho e renda nas linguagens e áreas da comunicação, chamado de Ciclo 3.

A ideia é que ao longo desses três anos, os jovens possam experimentar, vivenciar e expandir redes de apoio e proteção dentro de suas áreas de interesse.

Daniella Dolme, responsável pelo Ciclo 2, conta que faz muita diferença poder saber mais sobre uma profissão ou área, pois você consegue criar repertório para escolha de caminhos viáveis e com sentidos.

“Acredito que esse tipo de experiência pode ser um divisor de águas na hora de escolher qual profissão seguir, ou qual serão os primeiros passos profissionais. É super comum a gente imaginar e glamourizar, digamos assim, uma profissão, sem saber como é o dia-a-dia, como é na prática. E poder conversar com quem já está trabalhando desmistifica, traz os prós e contras, com exemplos concretos”.

Na prática, esse segundo momento do Programa de Formação em Juventudes acontece assim: a Escola de Notícias aplica uma série de questionários ao longo do ano em busca de um mapeamento do que emerge em cada um deles como área de interesse. A partir desse mapeamento, são construídas propostas de vivência, articulada possibilidades de bolsas de estudo ou encontros com profissionais das áreas ou linguagens que surgiram.

QUEM JÁ FEZ O QUÊ

Os participantes da Temporada 2014 da Escola Comunitária de Comunicação estão, agora, no Ciclo 2. Entre outras coisas, eles estão construindo com Daniella oportunidades para entenderem mais sobre o mundo da comunicação, sempre considerando o desejo ou projeto de vida pessoal.

Daniella diz que está sendo um desafio fácil conduzir esse processo, que existe justamente numa faixa etária em que tudo muda muito rapidamente. “Desde o final do ano passado, o grupo de 2014 vem passando por um processo de se encontrar, eu enxergo, de se descobrir e isso fez com que as escolhas da maioria deles mudassem em pouco tempo ao longo do ano. Então isso dificultou na hora de mobilizar as oportunidades de uma forma mais certeira, efetiva”, esclarece. Mas o Ciclo 2 continua acontecendo, com toda a energia.

Sheila Lima e Maria Luiza, por exemplo, estiveram na TV Cultura em visita e conversa com a jornalista Gabi Mayer. Paulo Ramos, que se interessa pela área de tecnologia, foi recebido pelo estrategista Rafael Dias.

Mais recentemente, Gabriel Silva, Leonardo Nunes e Laura Almeida foram recebidos pela equipe do Profissão Repórter, da TV Globo. Interessados em saber mais sobre produção em televisão, a turma foi recepcionada pelo repórter Victor Ferreira.

Para Gabriel, a vivência de um dia já foi muito transformadora e impactante: Muita emoção, mesmo,  encontrar com os cinegrafistas do Profissão Repórter. Com esse encontro pude tirar diversas duvidas que eu tinha sobre câmera. Além de conhecer a criação e o processo de como uma matéria vai ao ar”, conta o jovem que fez Oficina de Fotografia e Vídeo.

Já para Léo, que passou pela Oficina de Jornalismo e Escrita Criativa, o mais interessante foi ver a profissão que quer seguir de dentro para fora. “Me encantei com a redação de jornalismo. Ela é maior do que aparece na TV. Ver o Carlos Tramontina gravando a chamada do SPTV e ver a aparelhagem deles, enfim, o universo que eles vivem, foi o máximo”, explica.

Para Laura, o Ciclo 2 é mais uma oportunidade de ampliar entendimento, de experimentar, tirar dúvidas. “Com certeza, cada coisa, sempre, transforma o meu modo de encarar e ver as coisas”, finaliza.