Com Alice Junqueira, Youthful Cities, e Fuzzil Deeanto, Subprefeitura do Campo Limpo, encontro foi sobre a construção de comuni-cidades melhores para se viver, trabalhar e se divertir.

Alice já havia promovido um encontro com a Escola de Comunicação Comunitária em agosto, quando o Módulo II estava apenas começando. De lá pra cá, as oficinas de Fotografia&Vídeo e Jornalismo&Rádio avançaram em seus encontros técnicos, aos sábados. Já as quartas-feiras, as aulas foram espalhadas pelo Campo Limpo e Capão Redondo. Cada dia, um anfitirão diferente. E sua maneira de tornar as ruas e bairros da região ainda mais vivas. Foi assim com  o Projeto Arrastão, e uma reflexão sobre oportunidades; Ateliê PopulArte e como a gente enxerga a arte em nosso dia a dia; Brechoteca e Sarau do Binho, e o nosso direito de sermos os poetas que quisermos. Além, claro, do encontro com Alice, no ínicio deste módulo, em que os jovens foram provocados a pensar sobre cidades jovens.

E ainda não acabou.

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Mas na quarta-feira, 4, a conversa com Alice voltou a tocar no tema: o que existe de bom e ruim numa mega cidade como São Paulo, sob a ótica da juventude? O que precisaríamos fazer para que ele se tornasse mais acolhedora e melhor para se viver, trabalhar e se divertir? O que o Campo Limpo, periferia que é, pode colaborar na construção dessa cidade melhor para todos viverem, inclusive os moradores daqui? E assim foi a tarde, entre boas conversas e provocações, atividades de colagem para exercitar o contar histórias de outras formas.

Na metade do encontro, Alice recebeu um convidado especial. Auxiliar de Juventude da Subprefeitura do Campo Limpo, Fuzzil Deeanto é responsável por articular as iniciativas focadas nesse público na região. Antes de tudo, diz ele próprio, é um poeta, escritor, produtor cultural. Fuzzil sempre diz que não é poder público, está poder público. E que só faz sentido pra ele ocupar esse espaço se as políticas públicas de juventude chegarem até a base, o público final: os jovens.

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Mediada por Alice, a conversa foi inspiradora. Fuzzil contou sobre sua trajetória, os seus livros lançados e o papel de um auxiliar da juventude na estrutura do governo. Apenas 3 dos 20 jovens sabiam da existência de uma pessoa com esse papel dentro da subprefeitura, o que mostra que, por mais que haja um alto fluxo de informações, principalmente nas redes sociais, elas não chegam a todos os interessados. Fuzzil contou também sobre algumas das ideias que estão sendo desenhadas pela gestão municipal para abrir mais espaço de participação da juventude na construção de políticas públicas na cidade.

Como não poderia deixar de ser, Fuzzil terminou a roda de conversa com poesia, que tem sido uma marca desse Módulo II. Ele declamou alguns de seus poemas preferidos. Um deles a gente captou pra contar aqui.
É só clicar a apreciar.
A Escola de Comunicação Comunitária é uma iniciativa do Escola de Notícias que tem o apoio do Programa VAI, da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo e parceria com o Espaço Cultural CITA, da Trupe Artemanha.